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17/10/2011

Dicas para fazer seguro de veículos


Dados da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização) mostram que nos seis primeiros meses deste ano Curitiba registrou 4.102 roubos e furtos de carros e motocicletas, o que equivale a uma média de 23 veículos roubados por dia e menos de um por hora no município. Já no Paraná, ocorreram 9.890 furtos e roubos de veículos, isto é a pouco mais de dois carros por hora.

Em razão dessas ocorrências, o consumidor, quando adquire um veículo, manifesta sua intenção de segurar o bem como forma de precaução. No entanto, é preciso atenção antes de contratar o seguro, o Procon-PR orienta o consumidor aos seguintes cuidados:                                                                                                  

  • Selecione um seguro que atenda às suas necessidades.
  • Escolha um corretor da sua confiança e peça orientações.
  • Faça pelo menos três orçamentos, lembre-se que as seguradoras indenizam pelo valor de mercado, segundo tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Se a opção for por uma restituição maior ou menor, isso terá reflexos no custo do seguro.seguro
  • Não omita informações na hora de preencher a ficha para o seguro,
  • Conheça detalhadamente as coberturas oferecidas, as franquias e serviços associados, como por exemplo, assistência 24 horas.
  • Analise as condições de pagamento.
  • Escolha uma seguradora conhecida.
  • Avalie a possibilidade de instalação de rastreador, que muitas seguradoras oferecem gratuitamente. Este instrumento facilita a recuperação do veículo roubado, mas verifique se há desconto no valor do seguro.
  • Os acessórios só têm cobertura mediante pagamento de prêmio.
  • Se tem seguro há muito tempo e nunca o utilizou, terá descontos na hora da renovação. O bônus pode ser transferido para outra seguradora.
  • Quando receber a apólice, confira se os dados estão corretos. Nela devem constar a marca do veículo, ano de fabricação, valor assegurado, prêmio, vigência do contrato de seguro e o valor da franquia.
  • Não esqueça de comunicar a seguradora no caso de mudança ou alteração nos dados cadastrais.

Ainda em relação a seguros, a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, alerta para a questão dos veículos adquiridos em leilão, muitas vezes das próprias seguradoras. São veículos que tiveram colisão ou recuperados de roubos e furtos e que, muitas vezes, são recusados na hora do seguro.

“O fato do veículo ter sido adquirido em um leilão não justificativa a recusa”, explica Claudia. “Esta situação pode configura-se em prática abusiva, com base no artigo 39, do Código de Defesa do Consumidor, que veda ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas, recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento”.

Para que haja recusa em segurar um veículo, é necessária uma vistoria técnica, e a empresa deverá apresentar justificativa plausível com os motivos que levaram à negativa. Estes são alguns dos motivos que podem acarretar a recusa da seguradora: chassi remarcado, o que é uma característica de carros roubados: veículos que já estejam fora de fabricação, ou os que foram modificados.

A Coordenadora deixa claro que “veículos comprados em leilão não podem ter valores cobrados a mais por este motivo. Se um seguro é aceito, o valor não deve ser desproporcional e injustificado, sob pena de a empresa recair em cobrança abusiva”.
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